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Abstract

Este artigo analisa a evolução da freqüência declarada de consumo de carne bovina e de hortaliças no Brasil. Para tal, utilizou-se o método dedutivo de pesquisa, e a pesquisa documental e de campo (survey) como métodos de procedimento. Foram aplicados 1545 questionários em quatro capitais brasileiras. Os resultados apontam para um maior consumo de hortaliças à medida que aumentam os capitais econômico e cultural, este último medido, neste trabalho, pelo nível de escolaridade, da população. Uma maior freqüência de consumo de carne bovina é declarada por consumidores com renda familiar entre 8 e 10 salários mínimos mensais, no entanto com menor nível de escolaridade. Pois, conforme observado, quando comparado indivíduos com o mesmo nível de renda, os de maior grau de escolaridade consomem menos carne bovina e mais hortaliças. O princípio de imitação-distinção, defendido por Bourdieu (1996), como um dos fatores determinantes da evolução dos hábitos alimentares pôde ser verificado.

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