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Abstract

A erosão dos solos é um problema importante e a desertificação está a aumentar na região Mediterrânica. Os sistemas produtivos baseados na gestão tradicional dos cereais de Inverno, olivais e vinhas podem agravar a degradação dos solos. Para estes sistemas agrícolas, o solo pode ser gerido utilizando novas tecnologias desenvolvidas para melhorar o seu potencial e promover a sua sustentabilidade. A agricultura mediterrânea de sequeiro está sujeita a uma grande variabilidade na produção, consequência da irregular distribuição da precipitação. Esta variabilidade da produção de sequeiro leva a instabilidade no rendimento dos agricultores. Os agricultores têm, normalmente, um comportamento de aversão ao risco. Nas últimas décadas, tornou-se evidente para os políticos que a agricultura tem um papel importantíssimo no ambiente natural. A nova reforma (2003) da Política Agrícola Comum visou a criação do regime do pagamento único, para manter uma estabilidade no rendimento dos agricultores, completamente desligado da produção, e, simultaneamente, manteve as Medidas Agro-ambientais com o objectivo de proteger o ambiente e conservar a paisagem evitando o abandono das terras. Usando um modelo de programação estocástica discreta sequencial associada a uma estrutura MOTAD e a um modelo de simulação de erosão (EPIC), analisou-se o impacto de medidas agro-ambientais nos sistemas produtivos e tecnologias de produção de uma exploração da região Mediterrânea, situada no Alentejo, Sul de Portugal. O efeito destas medidas é também analisado relativamente à erosão do solo. Os resultados mostram um aumento da extensificação das actividades pecuárias e a implementação da sementeira directa, com a consequente diminuição dos níveis de erosão. Mostram também um aumento do rendimento total da exploração e do rendimento esperado da produção, bem como uma diminuição da variabilidade relativa do rendimento, com a adopção das medidas agroambientais.

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