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Abstract

O objetivo deste trabalho é analisar o comportamento do valor da produção do café, cana-deaçúcar e soja em Minas Gerais, no período de 1994 a 2004 e decompor as fontes de crescimento/decrescimento segundo os efeitos área, rendimento e preço. Os produtos agrícolas sob análise foram selecionados pela sua importância econômica e social no Estado. A fonte dos dados foi a Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a PAM de 2004, Minas Gerais é o primeiro produtor nacional de café, o quarto na produção de cana-de-açúcar e o sexto na produção de soja. O método utilizado é o shift-share adaptado. Ele foi utilizado por MAGRINI & CANEVER, (2003); FILGUEIRAS et al. (2004); YOKOYAMA & IGREJA (1992); ARAUJO & CAMPOS (1998); PATRICK (1975) entre outros. O valor dos bens produzidos de determinada unidade geográfica constitui um dos indicadores de desenvolvimento. No Brasil, no ano de 2004, o valor da produção da soja, cana-de-açúcar e café correspondeu a cerca de 47% do valor da produção agrícola. Em Minas Gerais essas três culturas representaram aproximadamente 58% do valor da produção agrícola, sendo a maior participação do café (38%), seguido da soja (14%) e cana-deaçúcar (6%). O estudo mostra que, no período analisado, o café foi a cultura que mais apresentou taxas de crescimento do valor da produção negativas, em função, sobretudo, dos efeitos rendimento e preço. A cana-de-açúcar teve taxas de crescimento da produção negativas para os anos de 1996, 1999 e 2002. Para os demais anos, os efeitos preço e área foram os principais responsáveis pelas taxas de crescimento positivas. À exceção do biênio 1995-96, constatou-se que a soja apresentou taxas de crescimento da produção positivas, devido, principalmente, aos efeitos rendimento e área.

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