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Abstract

A intensificação da concorrência entre países e blocos econômicos faz com que a sobrevivência fique mais difícil para empresas menos eficientes e gestores despreparados. Para sobreviver e crescer, empresas - cooperativas ou não - necessitam garantir um bom desempenho econômico por estratégias diferenciadoras e uma gestão mais eficaz de seus negócios, atuando com vantagem competitiva nos mercados globais. Esse ambiente de negócios conduz os dirigentes cooperativistas a um momento de reflexão: se, por um lado, apresentam-se desafios e oportunidades; por outro, o estímulo à cultura da competição nas sociedades contemporâneas representa uma ameaça ao modelo atual de gestão cooperativista. O objetivo deste artigo é demonstrar a importância do cooperativismo agropecuário na cadeia de valor do agronegócio nacional, bem como levantar os principais desafios que lhe são impostos pelos mercados globalizados. A metodologia utilizada na pesquisa perseguiu as seguintes etapas : revisão do referencial teórico sobre os elementos que explicam a origem da sociedade cooperativa, as diferenças entre essa sociedade e as firmas de capital; suas contribuições para os desenvolvimentos econômico e social; e seus principais desafios, especialmente aqueles relacionados à capitalização e ao financiamento do seu processo de expansão. Por fim, percebe-se que os desafios estão concentrados nos seguintes pontos : equilíbrio entre os aspectos econômico e o social; gestão democrática e a morosidade do processo decisório; separação da propriedade e do controle (profissionalização da gestão); oportunismo dos cooperados (fidelização); excessiva dependência de recursos de terceiros; elevados custos de coordenação; transação e governança corporativa.

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