TRAJETÓRIA DE CONVERSÃO AGROECOLÓGICA DE AGRICULTORES FAMILIARES DO SUDESTE DA AMAZÔNIA

O sistema de uso da terra baseado na implantação de sistemas agro florestais na Amazônia é fortemente recomendado pela pesquisa agropecuária brasileira, no entanto, poderia apresentar algumas restrições no âmbito da sustentabilidade econômica de modo a colocar em risco eminente a população menos favorecida deste território. Para equacionar tal problemática de pesquisa analisamos o processo de emergência e de desenvolvimento de uma experiência agroecológica, localizada no sudeste da Amazônia, mais precisamente em Ouro Preto do Oeste, Rondônia. A investigação teve como objetivo central reconstruir a trajetória de conversão das unidades de produção familiar, de maneira tal que as relações sociais de produção, a diversidade de atividades agropecuárias, as práticas agroambientais, o contexto econômico e social da produção agropecuária, foram identificados e caracterizados, verificando em que medida e momento ocorre ou não, a valorização da relação homem-natureza. A pesquisa foi realizada entre os anos de 2005 e 2007 através de dados secundários, visitas técnicas, a aplicação de questionário e entrevistas aprofundadas junto a 50 famílias de agricultores pertencentes à Associação dos Produtores Alternativos (APA). As famílias são integrantes no programa Proambiente que visa à remuneração de serviços ambientais. Os resultados indicam alta diversidade no uso da terra reafirmando a pluralidade da agricultura familiar na Amazônia. As diferentes formas de exploração da terra revelaram a existência de agricultores adaptados às condições edafoclimáticas locais. A escolha pela implantação de sistemas agroflorestais pelos agricultores é uma alternativa capaz de reduzir a degradação ambiental, êxodo e pobreza rural. Foram identificadas diversas práticas agroecológicas nas propriedades, como: sistema agro florestais, diversificação de espécies, modalidade de implantações distintas, manejo, certificação da produção e organização comunitária visando o equilíbrio homem-natureza. ----------------------------------------------The Amazonia land use system based on agro forestry is strongly recommended by Brazilian agricultural research but also could present some restrictions on economic sustainability to risk the undernourished population. To balance the problem this study analysis the emergence process and the development of Ouro Preto do Oeste, Rondonia, Brazil, an agro ecology community at Amazonia southwest. The main goal was to reconstruct the conversion transition of family production unities. The functioning process was identified and described as: social production relationships, agricultural activities diversity, agricultural and environmental practices and agricultural production social and economic background. Also if there is or not a valorization of man-nature. The research took place among 2005 and 2007 with secondary data, technical visits, questioning and interviewing of 50 families of the Associacao dos Produtores Alternativos (APA). These families also are from Proambiente Program. The results indicate high diversity of land use and validate the pluralism of family agriculture at Amazonia. These conditions of land exploitation show farmers adapted to edafoclimatic conditions. This alternative for agro forestry system is capable of environmental degradation reduction, exodus and rural poverty. These are the agricultural and ecological practices: agro forestry systems, species diversity, distinct embedded model, soil management, production certification and community organization with man-nature equilibrium.


Issue Date:
2008-07
Publication Type:
Conference Paper/ Presentation
DOI and Other Identifiers:
Record Identifier:
https://ageconsearch.umn.edu/record/109798
PURL Identifier:
http://purl.umn.edu/109798
Total Pages:
15




 Record created 2017-04-01, last modified 2020-10-28

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