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A modernização da agricultura nordestina intensificou-se, em 1974, com a criação do Programa de Agroindústria do Nordeste (PDAN). O trabalho, diante da forma desigual em que se deu o processo de modernização da agricultura brasileira entre regiões e produtores, tem o objetivo de analisar a evolução da pobreza das pessoas ocupadas na agricultura da região, no período de 1981 a 2003. A utilização da família de índices parametrizados FGT- permitiu a decomposição das medidas de pobreza para os estados e para as posições na ocupação: empregados, autônomos e empregadores. Na década de 80, o nível de pobreza das pessoas com rendimento positivo aumentou em todas as medidas. Na década seguinte, a pobreza, em geral, apresentou tendência de queda, devido, principalmente, à estabilização econômica e à adoção de programas de desenvolvimento regional. A análise desagregada dos FGTs detectou que o Estado da Bahia detém o maior peso na composição dos índices de pobreza e o Estado de Sergipe o menor. Dentre as ocupações, os empregados apresentaram os maiores pesos em todos os indicadores de pobreza. Em síntese, pode-se concluir que o processo de modernização da agricultura nordestina, composta preponderantemente pela agricultura familiar, foi concentrador e excludente. Esperava-se, com a implantação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), na década de 90, reduções mais significativas nos indicadores de pobreza, contudo isto não foi verificado.

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